O que é Síndrome de Down?
Carla Soares Martin (novaescola@atleitor.com.br)
Roseléia
Blecher, professora, e seu aluno
Benjamin Saidon, portador de Síndrome
de Down, da Nova Escola Judaica Bialik
Renascença.
Benjamin Saidon, portador de Síndrome
de Down, da Nova Escola Judaica Bialik
Renascença.
A
Síndrome de Down é definida por uma alteração genética
caracterizada pela presença de um terceiro cromossomo de número 21,
o que também é chamado de trissomia do 21. Trata-se de uma
deficiência caracterizada pelo funcionamento intelectual inferior à
média, que se manifesta antes dos 18 anos. Além do déficit
cognitivo e da dificuldade de comunicação, a pessoa com Síndrome
de Down apresenta redução do tônus muscular, cientificamente
chamada de hipotonia. Também são comuns problemas na coluna, na
tireoide, nos olhos e no aparelho digestivo. Muitas vezes, a criança
com essa deficiência nasce com anomalias cardíacas, solucionáveis
com cirurgias.
A
origem da Síndrome de Down é de difícil identificação e engloba
fatores genéticos e ambientais. As causas são inúmeras e
complexas, envolvendo fatores pré, peri e pós-natais.
A
primeira regra para a inclusão de crianças com Down é a repetição
das orientações em sala de aula para que o estudante possa
compreendê-las. "Ele demora um pouco mais para entender",
afirma Mônica Leone Garcia, da Secretaria Municipal de Educação de
São Paulo. O desempenho melhora quando as instruções são visuais.
Por isso, é importante reforçar comandos e solicitações com
modelos que ele possa ver, de preferência com ilustrações grandes
e chamativas, com cores e símbolos de fácil compreensão.
A
linguagem verbal, por sua vez, deve ser simples. Uma dificuldade de
quem tem a síndrome, em geral, é cumprir regras. "Muitas
famílias não repreendem o filho quando ele faz algo errado, como
morder e pegar objetos que não lhe pertencem", diz Mônica. Não
faça isso. O ideal é adotar o mesmo tratamento dispensado aos
demais. "Eles têm de cumprir regras e fazer o que os outros
fazem. Se não conseguem ficar o tempo todo em sala, estabeleça
combinados, mas não seja permissivo."
Mantenha
as atividades no nível das capacidades da criança, com desafios
gradativos. Isso aumenta o sucesso na realização dos trabalhos.
Planeje pausas entre as atividades. O esforço para desenvolver
atividades que envolvam funções cognitivas é muito grande. Às
vezes, o cansaço da criança faz com que as atividades pareçam
missões impossíveis. Valorize sempre o empenho e a produção.
Quando se sente isolada do grupo e com pouca importância no trabalho
e na rotina escolares, a criança adota atitudes reativas, como
desinteresse, descumprimento de regras e provocações.
Extraido de
http://revistaescola.abril.com.br/inclusao/educacao-especial/sindrome-down-inclusao-cromosso-21-622538.shtml
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