Matheus Santana da Silva, 14 anos, autista, estuda numa
turma regular de escola pública em São Paulo desde a 1ª série. A história dele
é a prova de que, apesar das dificuldades, incluir crianças com necessidades
especiais beneficia a todos.
"Matheus chegou para mim na 1ª série. Eu tinha 42
alunos, e ele já estava com 7 anos completos e só falava o próprio nome. Era
agressivo, agitado e não queria ficar na sala. Eu não fazia ideia do que era
autismo. Então, no primeiro dia de aula, foi uma surpresa."
Naquele tempo, apesar de a lei determinar a inclusão,
imperava uma visão integracionista. Uma criança com deficiência só permanecia
numa sala regular se acompanhasse o ritmo da turma. Hellen poderia ter alegado
que Matheus não aprendia como os demais. Seria mais fácil desistir do aluno
autista que fugia da sala a toda hora, mas ela escolheu o caminho mais difícil,
o de incluí-lo. Ambos saíram ganhando.
Hoje, aos 14 anos, Matheus cursa a 7ª série na EMEF Coronel
Hélio Franco Chaves, na capital paulista. Adora ler, resolve expressões
matemáticas com letras e números e navega na internet. Tem muitos amigos e
aprendeu o significado de emoções como orgulho e felicidade - uma vitória para
um autista. Hellen, por seu lado, fez vários cursos sobre autismo, escreveu sua
monografia da graduação em Pedagogia sobre inclusão e hoje integra a Diretoria
de Educação de um dos Centros de Formação e Acompanhamento à Inclusão (Cefai)
da Secretaria Municipal de Educação de São Paulo. A história dos dois simboliza
a mudança de mentalidade já em curso em muitas escolas públicas e particulares
espalhadas pelo país.
http://revistaescola.abril.com.br/inclusao/inclusao-no-brasil/inclusao-ensina-511186.shtml
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